Sugestões de um grupo sobre estrutura e dinâmica do curso

Aula 1 do curso Práticas autogestionárias
Proposta do grupo Alessandra, Bruno F.,  Francisco, Isabella, João, Karoline, Laura B., Rafael

Os grupos foram formados para debater as propostas do curso e apresentar encaminhamentos.

Este grupo dividiu o debate em quatro tópicos:

1. estrutura,
2. sugestão de referências,
3. dinâmica,
4. avaliação, participação, presença.

1. Estrutura da proposta atual e sugestão de nova estrutura.

Reconhecendo como um risco da proposta atual a reificação de teorias e perspectivas (marxismo, anarquismo e análise institucional) na reflexão sobre autogestão consideramos que a percepção deste risco pelos participantes pode com facilidade dilui-lo no debate, pela mistura de textos com referências variadas e pelo cruzamento de perspectivas na contextualização histórica.

Encaminhamentos:

1.1. buscar uma reflexão mais histórica;
1.2. ter como meta do curso construir um genealogia da autogestão. O uso de dispositivos redutores com finalidade didática seria um meio para elaborar esta genealogia desde que estejamos atentos ao debate importante hoje. Colocando na forma de uma questão: em que e o que a Comuna de Paris problematiza a autogestão hoje?

2. Sugestão de referências para o curso.

Vimos principalmente as referências sobre Análise Institucional que foram consideradas básicas e adequadas.

Sobre anarquismo vermos as produções do nu-sol especialmente a revista Verve.

Sobre a parte das narrativas consideramos que convidar seria ótimo ainda que não tenhamos sugerido ninguém. Consideramos, entretanto, que podemos convidar os próprios participantes envolvidos com autogestão a relatar experiências conectadas aos textos debatidos.

Propomos filmes a serem apresentados, 1 por mês, em horário extra-classe (nas últimas quinta-feira do mês, 18 horas, na sala 2) e seguidos de debate.

Filmes propostos: Der Baader Meinhof Komplex, Noviembre, Edukators, Ensaio de orquestra.

3. Sobre a dinâmica do curso.

Que não seja uma aula expositiva no estilo mestre expositor.

Ler os textos e priorizar o debate.

Valorizar o espaço de experimentação propriciado pelo curso.

Elaborar disparadores para fomentar o debate indicando alguém (indivíduo ou grupo) para ficar responsável pela formulação destes dispositivos.

4. Avaliação, participação, presença.

Cuidar para não produzir segmentação entre os grupos (inscritos via extensão e no curso regular) diferenciando avaliações.

Movidos pelo problema de quem será o avaliador sugerimos atividade de construção de texto ao longo do tempo com debates.

A avaliação, restrita a uma pessoa ou coletiva, consiste na elaboração de um artigo/texto cujos objetivos seriam estabelecidos pelo indivíduo em questão (pessoa ou grupo). Outros grupos fariam a leitura, revisão e sugestões até chegar a um acordo. Os textos poderiam versar sobre as referências do curso, o relato de experiências e de eventuais visitas feitas ao longo do curso.

Ao final, poderíamos empreender a produção de uma publicação para divulgação e compartilhamento da experiência com um público mais amplo.

2 pensamentos sobre “Sugestões de um grupo sobre estrutura e dinâmica do curso

  1. Pessoal, coloco aqui de forma bem sucinta as sugestões do grupo do qual participei, assim como outras que consegui registrar. Faço de forma mais objetiva, já que não pretendia fazer uma relatoria, só destacar pontos chave que circularam no nosso primeiro encontro (os que consegui, certamente faltam uns tantos).

    ESTRUTURA
    1. Intercalar aulas teóricas e práticas para desconstruir cisão e facilitar leitura;

    a) uma teórica e uma prática
    b) duas teóricas e uma prática

    2. Inverter aulas 3 e 4;

    3. Propor questões norteadoras, principalmente para Práticas e Narrativas
    (Por exemplo: o que “atravanca” a autogestão?)

    PRÁTICAS E NARRATIVAS:

    1. Buscar experiências consolidadas, que se sustentam no tempo;

    2. Reunir as experiências por temas e discutir mais de uma experiência por dia;

    3. Sugestões de temas/experiências em autogestão:

    a) Grupo de Autogestão de Medicamentos (GAM/UFF)
    b) Internação Compulsória
    c) Ocupações urbanas (Flor do Asfalto)
    d) Nuvem
    e) Coletivo Norte Comum
    f) grupo de teatro ou cinema que se proponha a autogestão
    g) SUS
    h) fábrica/cooperativa
    i) futebol (democracia Corinthiana)
    j) autogestão iugoslava
    l) autogestão chilena
    m) luta por moradia no Brasil

    3. Visitas de campo para conhecer práticas autogestionárias
    (finais de semana ou no dia da JIC)

    4. Incentivar o espaço Práticas e Narrativas como debate e não palestra.

    DINÂMICA DO CURSO:

    1. Células como unidades menores dentro dos GTs para discutir temas específicos e facilitar o trabalho com número menor de participantes;

    2. Manter a horizontalidade na relação professor-aluno.

    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

    1. Ampliar a bibliografia sugerida, mas elencar textos obrigatórios e optativos;

    2. textos sugeridos:
    a) Crime Thinks
    b) Darci Ribeiro
    c) privilegiar autores e experiências brasileiras

    3. Cineclube mensal após aula
    a) parceria com Cinerama/ECO para exibição de filmes com a temática da autogestão em espaços abertos.

  2. Deixo aqui as sugestões que saíram do grupo de discussão do qual participei. Muitas já foram citadas pela Iaci.

    ESTRUTURA
    1. Trocar a 3ª e a 4ª aula (assim, veríamos Anarquismo antes de vermos Anarquismo e Marxismo).

    PRÁTICAS E NARRATIVAS
    1. Pensar em experiências que permanecem em autogestão.
    2. Abordar a multiplicidade do campo de aplicação/vivência (pensar em experiências de autogestão em diversos espaços, como política, educação, habitação, consumo, economia etc sem se prender a um única espaço/área de atuação).
    3. Pensar a experiência atual dos Black Bloc

    DINÂMICA DAS AULAS
    1. Diversificar os modos de articulação das aulas, com a exibição de filmes, documentários, curtas e a utilização de qualquer outro recurso que fuja aos modelos tradicionais de aula.
    2. Tem sempre presente a nossa realidade, brasileira, durante as discussões.
    3. Pensar a questão da autogestão e tecnologia. Quais possibilidades a tecnologia (como o facebook, por exemplo) dá à autogestão? (o grupo concluiu que esta temática permeia as demais discussões por ser muito atual, não precisando de um tópico exclusivo e se diluindo nas aulas).

    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
    1. Um capítulo do livro “Para Além do Capital” de Mészáros ainda a ser definido para a aula sobre marxismo.
    2. Utilizar textos da Rosa Luxemburgo para a discussão sobre marxismo.
    3. Utilizar textos do Bakunin para discutir o anarquismo.

    (Grupo: Carlos, Félix, Igor, Luiz, Fernando G., Gabriela, Maria e Clara)

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