Relato do encontro do dia 24.10.2013

Nesse encontro de Práticas & Narrativas contamos com a participação da Mayara, para falar da experiência da Assembléia do Largo, e de Alessandro, falando da experiência da Frente Independente Popular. Os participantes apresentaram os movimentos/coletivos dos quais fazem parte, falando um pouco do histórico de surgimento, forma de funcionamento e objetivos. Em seguinda, foram debatidos temas como: métodos de diálogo e ação dos coletivos, falência do modelo baseado em representação, sentimento de unidade como o que mantém os coletivos apesar das divergências internas, dificuldade de ter um consenso entre todos os membros do coletivo, caminhos para a revolução, infiltração e vigilância policial dentro dos coletivos, o papel da psicologia no promoção de práticas autogestionárias (e a parte que cabe à análise institucional e/ou à esquizoanálise nisso) e seletividade da democracia segundo classes sociais.

Depois de cerca de duas horas de debate, entramos na discussão dos grupos de trabalho. Ficou definido que no próximo encontro (31/10) iremos manter parcialmente a assembléia prevista, para que aqueles que não tiveram a oportunidade de participar da última (realizada por necessidade sentida no encontro do dia 17/10) tenham a oportunidade de se manifestar e trazer suas questões. Nesse dia, o texto previsto acabou não sendo propriamente discutido. Também sentimos falta de uma discussão mais dedicada aos textos sugeridos para o encontro de hoje. Considerando essa como uma lacuna, foi decidido que a bibliografia dos dias 17 e 24/10 deverá ser retomada na primeira metade do próximo encontro (31/10). Com relação à distribuição dos textos entre as pessoas, achamos que seria importante que cada texto tivesse pelo menos uma pessoa responsável por trazer seus principais argumentos para o debate. Essa distribuição será feita espontâneamente por afinidade das pessoas com os textos. Além disso, foi modificado o calendário, ficando o dia 21/11 para Práticas & Narrativas. Para esse dia eu devo confirmar a presença de um participante da ecovila Terra Una e de uma cooperativa de produtoras de pão de Duque de Caxias. Decidimos deixar em aberto se a programação deveria ser invertida (deixando para o dia 28/11 a assembléia prevista para o dia 21) ou modificada (ficando três P&N em sequência, devido à proximidade com a assembléia final), para ser discutido ao longo dos próximos encontros a necessidade de duas assembléias tão próximas (uma no dia 28/11 e outra no dia 12/12).

Cineclube no curso

Cine Comuna Amarildo

Pessoal, convidamos vocês e aqueles que vocês julguem interessados para a primeira sessão do Cine Comuna Amarildo.
Local: sala 9 do Instituto de Psicologia da UFRJ, Av. Pasteur, 250, Pavilhão Nilton Campos, Campus Praia Vermelha.
Dia:  5ª feira, dia 17/10 das 17:00 às 20:00h.
A proposta é criarmos um espaço de debate aberto aliando cinema às temáticas que vem emergindo no curso e também fora dele. Com isso, poderemos ampliar nossas discussões através de encontros que conjuguem arte, políticas, resistências e história, mas sem nunca tirar nossos pés do presente e do que o contemporâneo vem produzindo nesse termos. Portanto, o convite não se limita aos integrantes do curso, mas a todos aqueles que possam se interessar em estar junto para mais essa conversa.
1. Un pouquito de tanta verdad. EUA, 2007, 93min. Direção: Jill Irene Freidberg
Sinopse: “O que em maio de 2006 começou como uma greve de professores por melhores salários e condições sociais, termina em uma rebelião popular sem precedentes no Estado de Oxaca, ao sudoeste do México. Surge um movimento social que durante meses se manifesta (…) em centenas de barricadas nas ruas, ocupando edifícios municipais, governando a cidade de forma autogestionada e pedindo a destituição do (…) governador Ulises Ruiz Ortiz.
Em uma compilação de entrevistas, os protagonistas desta luta nos contam o desenvolvimento dos acontecimentos e suas motivações políticas. A tomada de 14 mídias de rádio e televisão tem um papel crucial na luta. Esses meios nas mãos do movimento se convertem no principal instrumento de informação, de coordenação e de defesa de uma luta por justiça social, cultural e ecônomica.
Movimento que ganha a denominação de ‘La Comuna de Oxaca’ se vê confrontado por uma repressão sangrenta que nos recorda as ditaduras latinoamericanas dos anos 70.
Un Poquito de Tanta Verdad intenciona integrar o material audiovisual de diversos jornalistas independentes comprometidos com a luta. O resultado é um relato íntimo e impressionante, de um tremendo valor histórico.”
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