Diário de ressonâncias – Aymara

Queria fazer algo não verbal, buscando escapar às minhas limitações, mas digamos que fiquei no meio do caminho (que é também um ótimo lugar).
Sentada, nos vários momentos que devaneava sobre essa feitura, elegi não o todo, mas as partes, escolhendo 3 …… (cenas, imagens, fatos, sentimento..etc etc etc etc) que me foram mais caros.O primeiro se fez de supetão, quando buscava o material para montar as colagens. Atrás de colas me deparei com a gaveta das quinquilharias, cheia de CD’s, cassetes e disquetes. Sim, disquetes…. Tive certeza ao vê-los que isso era algo do qual eu queria falar, não de tecnologia, comunicação e “espalhação” de conhecimento, que para acontecer precisam de muito, muito barulho – por mais que isso tenha sido um problema dos mais barulhentos para nós, que com três meios super poderosos de comunicação extra-classe não conseguimos nos apropriar e fazer funcionar bem nenhum.
Não, não… sua função já não é mais difusora, passou ao “vintage”, à memória. Ele está lá para lembrar, de tudo que se passou, do que se perdeu e do que se ganhou, do que se construiu e que se modificou. Olhando para ele só me vinha a importância da memoria, do lembrar e do saber, daquilo que já ocorreu e ocorre, do fazer redes para poder construir algo novo e melhor.
Tivemos muito disso na sala, do novo que urgia por ser criado e recriado a cada momento, buscando não ser capturado, mas que ao mesmo tempo bebia o mais que podia do passado e da história.
Pensando em “memória” me veio “esquecimento”, e me lembrei do rio Lhete – na mitologia grega era um dos rios de Hades, aqueles que bebessem ou até mesmo tocassem na sua água experimentariam o completo esquecimento – me surpreendi de certa forma ao saber que seu oposto (Alethéia) significa verdade e fiquei mordida……
De provocação colei então as palavras em lados opostos do disquete (Lethe e Aletheia), mas o conceito ficou mais bonito que a realidade, então deixo a imagem para a imaginação de vocês, assim também como as razões do incômodo.
O segundo – para mim nevrálgico – são as falas, a organização destas (e por isso os dedos), seu espaço, ou falta de e a necessidade de tornar isso algo menos burocratizado mas também funcional. (colagem 1)
 colagem1
A fim, escolhi terminar com o início, lembrando de uma das últimas reuniões antes do início da matéria, que teve como maior debate a eleição da quantidade de pessoas que poderia (e iria) se inscrever e participar do projeto. Foi uma aposta que não parou de se balançar até o último dia do semestre, dos que apostaram que iriam todos aos que disseram que não iria ninguém, todos temos que lidar com esses fatídicos 90, sua falta (?) ou sua presença em multidões de outras formas. (colagem 2)

Colagem2

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