Cineclube

A proposta é criar e divulgar um cineclube associado ao curso: o Cine Comuna Amarildo.
Primeira sessão:
Quando: 17.10.13, quinta-feira
Hora:  de 17h às 20h
Local: Instituto de Psicologia da UFRJ – Urca,
Sala: 9
A proposta é criarmos um espaço de debate aberto aliando cinema às temáticas que vem emergindo no curso e também fora dele. Com isso, poderemos ampliar nossas discussões através de encontros que conjuguem arte, políticas, resistências e história, mas sem nunca tirar nossos pés do presente e do que o contemporâneo vem produzindo nesse termos. Portanto, o convite não se limita aos integrantes do curso, mas a todos aqueles que possam se interessar em estar junto para mais essa conversa.
O grupo que está tocando o cineclube neste momento é composto por Felix Berzins, Alessandra Lacaz, Suanny Nogueira, Francisco Portugal e Laura Mumic (clique nos nomes para enviar uma mensagem).
Felix fez uma pesquisa intensiva e seguem abaixo resumos (tirados da internet mesmo), observações pessoais e respectivos links. Independentemente do cineclube, os filmes são riquíssimos e altamente recomendáveis (clique em cima do nome dos filmes para ter acesso às imagens):
1. Un pouquito de tanta verdad. EUA, 2007, 93min. Direção: Jill Irene Freidberg
“O que em maio de 2006 começou como uma greve de professores por melhores salários e condições sociais, termina em uma rebelião popular sem precedentes no Estado de Oxaca, ao sudoeste do México. Surge um movimento social que durante meses se manifesta (…) em centenas de barricadas nas ruas, ocupando edifícios municipais, governando a cidade de forma autogestionada e pedindo a destituição do (…) governador Ulises Ruiz Ortiz.
“Em uma compilação de entrevistas, os protagonistas desta luta nos contam o desenvolvimento dos acontecimentos e suas motivações políticas. A tomada de 14 mídias de rádio e televisão tem um papel crucial na luta. Esses meios nas mãos do movimento se convertem no principal instrumento de informação, de coordenação e de defesa de uma luta por justiça social, cultural e ecônomica.
“Movimento que ganha a denominação de ‘La Comuna de Oxaca’ se vê confrontado por uma repressão sangrenta que nos recorda as ditaduras latinoamericanas dos anos 70.
“Un Poquito de Tanta Verdad intenciona integrar o material audiovisual de diversos jornalistas independentes comprometidos com a luta. O resultado é um relato íntimo e impressionante, de um tremendo valor histórico.”
Comentários do Felix: Estou extremamente impressionado com o que aconteceu em Oxaca. É realmente uma comuna de Paris aqui, no México, 2006. Tomaram a cidade, todos os prédios públicos, resistiram ao exército e milícia com barricadas feita por familias, tomaram os meios de comunicação, criaram a Assembleia Popular dos Povos de Oxaca, horizontal e aberta… o maior e mais amplo processo de autogestão que eu ja fiquei sabendo. E estou mais impressionado ainda disso tudo não ter reverberado por aqui, pelo menos não na dimensão que deveria.  Recomendo fortissimamente que vejamos esse filme, até porque tem paralelos muito interessantes com os processos aqui no Brasil, da luta dos professores, sua acampada, etc.
2. Brad, uma noite nas barreiras. Miguel Bastos (VideoHackers) Duração: 55min
“Rebelião popular em Oaxaca, México, 2006. Quando os paramilitares dão um tiro de fuzil no peito de Brad Will, a câmera cai, mas continuagravando. Essa câmera passa de mão em mão, contando a história de Brad. E um pouco desse movimento de movimentos conhecido como antiglobalização. Das ocupações urbanas em Nova York, a um piquete ecologista no Oregon, à batalha de Seattle, Praga, Quebec, Gênova, Quito, Oaxaca. Por trás da câmera estão os amigos de Brad que, como ele, se dedicam a mostrar o que não aparece na TV. “
Comentários do Felix: Filmaço, mostra bastante depoimentos sobre ativistas que estão articulados desde Seatle 99, mostrando bastante as diferentes convicções que estão se tornando consenso nessa movimentação global, como autogestão, horizontalidade, autonomia, descentralização, alem de falar bastante do início e função das redes de midia independente. Passa pelo Brasil também, e termina contando um pouco de Oxaca.  Ele é feito e narrado por um brasileiro, mas tem muitos depoimentos em inglês e sem legenda.
3. DIAZ – Política e violência (DIAZ- Dont clean up this blood, 2012) Dir. Daniele Vicari. Filme italo-franco-romêno. 122min.
Reconstrução da invasão à escola Diaz durante o último dia do encontro do G8 de 2001, em Gênova, quando mais de 300 policiais atacaram com extrema violência a base de apoio da Midia Independente Internacional.”
Comentários do Felix: O primeiro da lista que não é estilo documentário, por isso tem outro ritmo e é mais visceral. A violência policial desse acontecimento é de embrulhar o estômago, e o filme explora bem, sem cair num sensacionalismo ou banalização da violência (pelo menos eu achei). Mostra o ponto de vista de diversos atores, e isso é legal para ver a diversidade de sujeitos organizando um ato tão grande como foi o de Gênova; expõem alguns problemas inerentes a uma organização não centralizada e autogerida; ele  passa também pela perspectiva de alguns policiais, de diferentes hierarquias, e acho que questiona muito essa figura de um susposto inimigo, pois acaba deixando claro como um sistema produz esse facismo e violência. Mexe muito com o estômago.
4. Em Construção. 38min
Comentários do Felix: Um documentario mais pedagógico sobre Cooperativas, diz muito sobre autogestão e atravessa questões anarquistas. Feito pelo coletivo videohacker, os mesmos que fizeram “Brad”. Tem falas de participantes de cooperativas em São Paulo, e da ITCP (Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares) da USP. Bem interessante, gostei bastante, traz questões de organização do trabalho, da produção e de tomada de decisões, e questões gerais sobre sociedade, capitalismo, subjetividade. Muito rico.
Filmes mapeados, mas não vistos e/ou comentados.
5. Terra e Liberdade (Land and Freedom, 1995). 109 minutos
“Tendo como pano de fundo a Revolução Espanhola, conta a história de uma jovem que encontra entre os pertences do avô falecido, um ex-revolucionário que lutou contra o fascismo, algumas cartas, recortes de jornais e um punhado de terra embrulhado num lenço.”
6. Atrás da porta. Documentário sobre ocupações urbanas.
7. Uma politica da loucura (1989) Danielle Sivadon et Jean-Claude Pollack, realizado por François Pain
Documentário com relatos do Psiquiatra François Tosquelles. Muito bom mesmo! Mas não tenho, nem achei, se alguém descobrir vai disponibilizar uma jóia rara. É extremamente necessário ser de domínio público.
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Outras pesquisas e mais filmes:
Sobre a Escola da Ponte há um documentário que estamos buscando acesso.
Ainda sobre escolas sugerimos esta matéria.
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Se você tiver alguma sugestão escreva na forma de comentário.

2 pensamentos sobre “Cineclube

  1. Das preciosidades: Blog “DOCVERDADE: documentários por um mundo mais justo.” Tem uma porrada de filmes sobre vários temas interessantes. Divirtam-se!

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